Conosci i campioni: Fangio


Com 5 títulos e 24 vitórias em 51 corridas, Juan Manuel Fangio é uma lenda, considerado por Stewart, Senna, Hamilton e muitos outros, o ‘maior de todos os campeões da F1’.


Nascido em Balcarce, Juan Manuel foi primeiro apaixonado pelo futebol, onde recebeu o

apelido de El Chueco, devido a forma de suas pernas arqueadas. Depois, descobriu outra paixão - a mecânica. Aos 16 anos, largou a escola para trabalhar como auxiliar de mecânico. A partir daí Fangio conhece as corridas, e depois do serviço militar, decide abrir sua própria oficina e também se aventurar como piloto provas de automobilismo.


A primeira corrida acontecerá em 1934 guiando um Ford modelo T, prova que não terminou por causa de uma quebra de motor. Em 1938, ele construiu um carro com seu irmão e participou da segunda corrida em Necochea, uma província Argentina, localizada próximo de Buenos Aires. Ele terminou em 7º, depois de cravar o melhor tempo nos treinos. Ele participará de outras corridas sempre com boas classificações, quando seu equipamento permitia.

Durante a Segunda Guerra Mundial, as corridas não aconteceram mais, e Juan Manuel corria nas estradas da Argentina com um Cadillac oferecido pelo povo da aldeia, para aprimorar seu aprendizado como piloto.


Ele voltar para as competições em 1947 como observador e, no ano seguinte como piloto de Carrretera. O governo de Juan Peron lhe oferece uma Maserati 4CLT e Fangio participa do GP da Argentina, quando conhece Jean-Pierre Wimille, o grande piloto francês da época. Em 1949, Fangio chega à Europa com o apoio do regime militar de Peron. O argentino multiplicava grandes vitórias e isso lhe garante um lugar na Alfa Romeo para a temporada de 1950, a primeira do campeonato mundial de Fórmula 1.

A primeira temporada na Alfa Romeo é no modelo Tipo 158 e a equipe italiana fica satisfeita com seu desempenho: três vitórias em seis corridas, não terminando a sua corrida, aquela que dava o título, contra Giuseppe Farina. Em 1951, Fangio assumiu a liderança do campeonato, mas as Ferraris começaram a ganhar desempenho e Alberto Ascari era o mais forte candidato ao título. Por fim, Fangio conquistou seu primeiro mundial na última etapa, no GP da Espanha. Fangio faz então uma curta passagem pela Ferrari em 1952, quando foi vítima de um grave acidente em Monza. Com o pescoço imobilizado, Fangio verá o restante da temporada da arquibancada, como um espectador.

O piloto argentino retorna em 1953, guinado para a Maserati, mas era impossível vencer as Ferraris. No GP da França ele mostra todo seu talento, e mesmo com a caixa com problemas, ele vence a batalha contra Mike Hawthorn, e conquista a vitória.

Em 1954, a Mercedes-Benz coloca seus flechas de prata de volta aos circuitos, após 15 anos de ausência das competições. Mas os W196s ainda não estão prontos, e Fangio começa a temporada vencendo com uma Maserati. No GP da França, as Mercedes estão prontas e se tornarão imbatíveis. Fangio conquistará seu segundo título, fazendo sua melhor temporada, com 6 vitórias em 8 corridas (9 com a Indy500). Em 1955, a Mercedes permaneceu dominante, e Fangio tinha um novo companheiro de equipe: Stirling Moss, aquele que se tornaria o melhor adversário de Fangio e o campeão sem uma coroa, com quatro vice-campeonatos (1955-56-57-58). A dupla passa a ser vista como o Maestro e o aluno, principalmente depois do mestre ter deixado Moss ganhar em casa em Aintree, fato até hoje muito controverso para os britânicos. O mistério permanece. Com a saída da Mercedes, após a tragédia em Le Mans, num acidente que deixou 82 mortos, Fangio pensa em encerrar sua carreira. Mas a queda de Juan Peron ele resolve permanecer na Itália e corre em 1956 pela Ferrari.


Em Maranello as relações entre o Maestro e o Comendador Enzo Ferrari são tumultuadas mais, mesmo assim, Fangio ganha seu quarto título mundial, apesar de não se sentir em casa. Então, Fangio deixa a Scuderia e volta a pilotar para a Maserati.


A temporada de 1957 será a última temporada completa de Fangio, onde dominará seus adversários. A corrida de Nurburgring é um exemplo perfeito da genialidade do piloto argentino. Depois de um longo pit stop, Fangio estava 48 segundos atrás das Ferraris de Hawthorn e Collins. Fangio vai pilotar como nunca e até alcançar seus adversários nas 12 voltas finais. Depois de ultrapassar Collins, partirá com tudo para superar Hawthorn, correndo a última volta com o tempo recorde em 9 minutos e 17 segundos, 8 segundos melhor que a pole position.

Esta será a última vitória, a 24ª, aquela que dará a Fangio a aclamação do 5º campeonato mundial. Fangio correu mais dois GPs em 1958 com Maserati, onde terminou em quarto, antes de deixar o automobilismo de vez. No GP da França, enquanto Hawthorn teve a oportunidade de fazer uma volta de vantagem sobre o argentino, ele diminuiu a velocidade e o deixou passar na frente. "Você não dá uma volta em Fangio", esta frase ilustra o quanto Fangio foi respeitado por seus companheiros de equipe.


Em 17 de julho de 1995, Juan Manuel Fangio morreu de ataque cardíaco aos 84 anos. A Argentina declarará três dias de luto nacional, por seu pentacampeão mundial, um recorde que manterá até 2002, quando será igualado por um piloto alemão que Fangio conheceu em 1991 no Norisring, um certo Michael Schumacher.

Monumento em Mônaco (Foto: Paulo Torino)



Arte: Roberto Muccillo

ESTATÍSTICAS


53 GPs

51 largadas

33 companheiros de equipe

9 temporadas

5 construtores

5 motores

8 modelos

24 vitórias (47,06%)

29 pole positions (56,86%)

23 voltas mais rápidas (45,10%)

35 pódios (68,63%)


1.347 voltas na liderança

9.316 km na liderança

3.037 voltas em GPs

20 486 km percorridos em GPs





Fonte: STATSF1

Pesquisa: Paulo Torino

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Roberto Muccillo

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