Conosci i campioni: Niki Lauda


O 14° campeão da F1 é uma lenda. Ele superou enormes dificuldades e fez de seu nome um ser imortal.



Andreas nasceu em 22 de fevereiro de 1949 e muito rapidamente se apaixonou pelo automobilismo, mas infelizmente não podia pagar suas competições. Assim, no início de sua carreira, ele teve que pedir dinheiro emprestado aos seus avós para fazer a estreia. Correu de Mini Cooper e de Porsche 911. Em 1971, pilotará um F2 correndo o primeiro GP em ‘casa’ Zeltweg. Um ano depois chegará a F1 após uma negociação de patrocínio com o banco onde era cliente, um empréstimo financiado em cinco anos, que causou um sério desentendimento familiar. Seu avô era contra sua participação nas corridas, e não avalizou o empréstimo. Lauda obteve mesmo assim o dinheiro e o neto nunca mais falou com o avô.


Na primeira temporada ele não marcou um único ponto e naquele momento ninguém suspeitava de seu verdadeiro talento, exceto Louis Stanley que lhe ofereceu o volante de um BRM no ano de 1973.


Apesar de marcar apenas dois pontos, demonstrou suas habilidades liderando os GPs britânicos e canadenses e a Ferrari percebeu seu valor e o contratou em 1974.


Nos carros vermelhos Niki conquistou suas duas primeiras vitórias e nove poles terminando o campeonato na quarta colocação.


Em 1975, depois de um início difícil, Lauda esmaga a concorrência a partir de Mônaco e venceu quatro vezes naquele verão. Em seguida, administra a vantagem e obtém os pontos necessários que irão lhe assegurar a primeira coroa de campeão mundial no GP da Itália.


Na temporada de 1976 Niki vence quatro dos seis primeiros grandes prêmios e o caminho para o bi parecia inevitável. A F1 chega na Alemanha e em Nurburgring Lauda sofre seu terrível acidente. Sua Ferrari escapou, bateu nas "proteções" e pegou fogo. Gravemente queimado, Niki foi levado para o hospital em estado grave. Três dias depois, sua condição parecia sem esperança e ele chega a receber a extrema unção. No entanto, milagrosamente, ele se recupera. Mas, seu rosto está completamente desfigurado, e ele viverá assim até o final de sua vida.


Ainda em recuperação, apenas um mês depois do acidente, Niki estava de volta à F-1, pilotando no GP da Itália. Ele correu com cautela e terminou na quarta colocação, aclamado por sua coragem.


Durante sua ausência, seu rival James Hunt retomou a liderança do campeonato e três pontos separavam os dois pilotos antes da última etapa no Japão.


Antes da largada, uma chuva torrencial inundou o circuito do Monte Fuji. Niki andou e desistiu alegando que era loucura competir naquela condição. James Hunt foi o campeão.


Em 1977, Niki se vingou e fez um grande campeonato. Embora ele tenha vencido apenas três GPs, sua regularidade na zona de pontos fez com que se mantivesse sempre em primeiro durante a maior parte da temporada. Então ele ganha o segundo título e decide deixar a Ferrari antes mesmo do final do ano.


Enzo Ferrari não irá perdoar o piloto quando soube que havia assinando com a Brabham para a temporada de 1978.

Lauda só conseguirá duas vitórias e terminará em 4º lugar aquela temporada. No ano seguinte, os resultados não aparecem e Niki totalmente desmotivado anuncia no GP do Canadá que irá se aposentar para cuidar de seus negócios, incluindo sua companhia aérea Lauda Air.


Mas as corridas são parte vital da sua existência e em 1982 ele retorna ao volante da McLaren. Uma decisão brilhante festejada já com vitória na terceira corrida em Long Beach e um novo envolvimento na luta pelo título.


Em 1983, a McLaren tentou desenvolver seu novo motor TAG-Porsche e os resultados foram ruins.


Para 1984, Niki encontra um novo companheiro de equipe: Alain Prost. Os dois se davam muito bem apesar de uma grande rivalidade na pista. Naquele ano, os McLaren dominaram o campeonato com Lauda e Prost dividindo as vitórias: sete para o francês, cinco para o austríaco. No entanto, foi Niki quem ganhou o título por apenas meio ponto na final.



Em 1985, Prost assumiu a liderança e Niki mais uma vez desmotivado decide pendurar o capacete permanentemente no final daquele ano.


Sem nunca se afastar das corridas, foi comentarista no canal alemão RTL e em 2002 assume a direção da equipe Jaguar.


Em setembro de 2012, Niki Lauda foi nomeado presidente não executivo da equipe Mercedes. Participou das negociações que trouxeram Lewis Hamilton para a equipe alemã no final daquele ano, permanecendo na equipe até sua morte em 20 de maio de 2019, aos 70 anos.



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