Diário da noite

Polêmicas e punição

20 horas na Itália - segunda-feira, 19 abril 2021


15 ANOS - CASO LUCA CORBERI


Penalização imposta pela FIA ao piloto de kart



Processo IT-2021-01: Processo disciplinar contra o sr. Luca Corberi


No dia 4 de outubro de 2020, no circuito sul-americano de Kart garda em Lonato, no âmbito da Final do Campeonato Mundial de Kart da FIA KZ 2020, Luca Corberi esteve envolvido nos seguintes incidentes:


(i) ele jogou a carenagem dianteira de seu kart para a pista em direção a outros pilotos que ainda estavam competindo;


(ii) ele atravessou a pista várias vezes em diferentes pontos, no meio da corrida, desobedecendo as instruções dadas a ele pelos funcionários;


(iii) ele atacou fisicamente outro piloto no parque fechado.


Em 1 de Fevereiro de 2021, o Presidente da FIA decidiu submeter este caso ao Tribunal Internacional nos termos do artigo 4º(ii) b) das Regras Judiciais e Disciplinares da FIA.


Decisão do Tribunal Internacional


O Tribunal Internacional, depois de ter ouvido as partes e examinado suas alegações, decidiu:


- Confirmar a desqualificação do Sr. Luca Corberi da competição de Lonato, Itália (Campeonato Mundial de Kart-KZ 2020);


- Impor ao senhor deputado Luca Corberi a suspensão (artigo 12.3.n do Código Esportivo Internacional[1]) e a proibição (artigos 5.2.2.b[2] e 5.2.d[3] do Regimento Judiciário e Disciplinar) por um período de 15 anos a partir da data de entrar em vigor da decisão do Tribunal Internacional.


A decisão do Tribunal Internacional pode ser apelada dentro de um prazo de 7 dias perante o Tribunal Internacional de Apelação da FIA.


O Tribunal Internacional foi presidido pelo senhor deputado Rui BOTICA SANTOS (Portugal), e incluiu os deputados Xavier BONE MATHEU (Espanha), Patrick RAEDERSDORF (Suíça) e Waltraud WÜNSCH (Alemanha).

[1] A Suspensão priva, por um determinado período de tempo, a pessoa sujeita a ela do direito de participar, direta ou indiretamente e em qualquer capacidade, em (i) qualquer Competição organizada ou regulamentada pela FIA ou pelas ASNs (ou colocada sob sua autoridade), e (ii) qualquer teste preparatório e treinamento organizado ou regulamentado pela FIA ou pelas ASNs (ou colocados sob sua autoridade) ou organizados por seus membros ou detentores de licença.


[2] Proibição de participar ou exercer um papel, direta ou indiretamente, em competições, eventos ou campeonatos organizados direta ou indiretamente em nome ou pela FIA, ou sujeitos aos regulamentos e decisões da FIA.


[3] Proibição de exercer dentro da FIA quaisquer funções como oficial executivo, membro de uma comissão ou presidente de uma comissão, ou quaisquer deveres de qualquer natureza em nome da FIA e/ou dentro de um órgão da FIA


(Publicado no site da FIA em 19/04/2021)




A polêmica manobra de Hamilton


Há quase 30 anos, quando tirei minha primeira carteira de piloto de competição, já sabia e fui avisado, mais de uma vez – em corrida de automóvel é proibido andar para trás. Você até pode dar marcha ré, para sair de uma situação de perigo, mas fazer a manobra que Hamilton fez, em Ímola – não pode, ou será que – pode?


(E também: atirar qualquer objeto em um competidor é crime!)


Pois hoje, 24 horas depois, duas vozes importantes se levantaram sobre o incidente. A primeira vem AutoSprint, através de seu editor, Mario Donnini escreve, no site e na edição impressa.


Lewis crea pericolo in retro contromano e tutto va bene?


E Donnini argumenta que não.



Do outro lado do polêmica, também na mesma tarde de segunda feira, (19) o jornalista Jonathan Noble do MOTORSPOT escreveu:


Entenda por que Hamilton não quebrou as regras ao voltar à pista de ré em Ímola


Entre outras coisas, lembrou do “GP de Portugal de 1989, quando Nigel Mansell foi desclassificado por usar a ré no pit lane após passar reto por seus mecânicos quando entrou para uma troca de pneus.


Porém, enquanto Mansell teve o regulamento jogado em seu colo naquele dia, a manobra de Hamilton recebeu o ‘OK’ da FIA. E as razões para isso são bem simples.


No caso de Mansell, o regulamento segue o mesmo hoje: carros não podem usar a ré com sua própria potência no pit lane. O Artigo 28.3 do regulamento esportivo da F1 diz: "Em momento algum um carro pode usar a ré no pit lane usando sua própria potência".


Mas quando um carro está na pista, não há nada específico no regulamento que determine que os carros não podem ser conduzidos em marcha ré”.


O jornalista justificou ainda: O Artigo 27.3 do regulamento esportivo determina: "Caso um carro saia da pista, o piloto pode retornar. Porém, isso só pode ser feito quando é considerado seguro e sem nenhum ganho duradouro".


O Artigo 27.4 acrescenta: "Em nenhum momento um carro pode ser conduzido desnecessariamente devagar, erraticamente ou de modo que possa ser considerado potencialmente perigoso para outros pilotos ou qualquer outra pessoa".


E conclui: “Durante o incidente de Hamilton, o diretor de provas da F1, Michael Masi, estava observando a situação e ouvindo o rádio da equipe. E Masi disse que ficou satisfeito com as mensagens enviadas a Hamilton, avisando-o sobre o tráfego e onde estava em relação ao circuito, o que significa que toda a manobra foi feita de modo seguro”.





E O CAMPEONATO F1 - COMO FICOU?



























Da Itália: Paulo Torino

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