F1: Atrás do futuro


COMO NOS ANOS 60

A Fórmula 1 pode estar retornando no tempo, meio século, ou quem sabe 30 anos, depende dos resultados que irão encontrar. Vejamos o que estão planejando...


Apesar de ainda ser apenas uma suposta ideia, o artigo assinado por Franco Nugnes, a Ferrari está trabalhando num novo conceito que irá radicalizar os motores da Fórmula 1 ainda em 2022. Segundo o jornalista da MotorSport, a equipe italiana poderá apresentar, em breve, um design nunca visto nos monopostos, algo semelhante ao que ocorreu no final da década de 60 e como antes, o futuro começa pelos motores.

Honda de 1965


Por enquanto, Maranello faz uma revisão total de motor, de onde espera reduzir a diferença de rendimento de potência frente ao modelo atual da Mercedes. No entanto, nos bastidores, um trabalho ainda mais ambicioso está sendo feito para o próximo ano. Fontes internas asseguram que a Ferrari está pronta para assumir um risco e irá inovar no motor, que poderá se tornar um divisor de águas no esporte.


O trabalho é resultado dos esforços de Wolf Zimmermann, que foi encarregado de pensar no conceito para o motor que vai alimentar os carros da nova era da F1. Uma mudança que parece ser adotada é que a Ferrari vai seguir a Mercedes e separar o compressor do turbo – uma ideia que a Honda trabalhou há vários anos.


Esse ano a Ferrari irá trabalhar o projeto em associação com a caixa de câmbio, mas, a partir do próximo ano, os dois elementos (câmbio e turbo) – estarão conectados por um eixo, trazendo o compressor para dentro da caixa de admissão dos seis cilindros com um novo arranjo para o intercooler.


Tal mudança revolucionária proposta pela Ferrari não só traria ganhos de desempenho, mas também abriria mais oportunidades aerodinâmicas, tornando o layout geral do motor mais compacto. O corte do tamanho do motor também traria um benefício de peso que poderia ajudar tanto no centro de gravidade quanto em alterações da carenagem, aproveitando ao máximo as oportunidades oferecidas pelos novos regulamentos de 2022”, escreve o jornalista.


Assim como aconteceu nos anos 60, quando os engenheiros da F1 apresentavam projetos ‘revolucionários’ como o motor V12 Honda AR272 de 1965, que girava 13.000 RPM de apenas 1,5 litros.


Depois, os primeiros carros com aerofólios, asas e tração nas quatro rodas. Mas, existiram também os projetos de vida curta, como o Life F35, projetado por Franco Rocchi (ex Ferrari), que não sobreviveu a temporada de 1990.

Life 1990


Seja como for, vamos assistir o futuro, outra vez...



Da Itália: Paulo Torino

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