Histórias do Sanco: Os Botas


Entre os ‘Botas’ eleitos pelo Sanco – RONALDO ELY está na primeira página. Aqui uma lembrança da conquista do título de Campeão Brasileiro de Fórmula 2 em 1982. No final do ano o piloto de Nova Prata foi a Interlagos e juntamente com outros dois gaúchos; Feoli em segundo e "Bocão" em terceiro trouxeram as taças para casa.



Antes, em 17 de outubro de 1982 o marco na história do automobilismo Sul-americano. E o palco para isso foi Tarumã, recebendo a primeira prova de Fórmula 2 que reuniu brasileiros e argentinos.


É claro que o favoritismo dos argentinos prevaleceu naquela prova. O vencedor foi o "hermano" Miguel Angel Guerra com um Berta-Renault #72, carro com cerca de 180 HP à 9000 rpm.



Os demais argentinos presentes eram Rubem Di Palma (Telas Keutex/Fliter), Guillermo Maldonado (Yomel/Dekalb), Juan Manuel Fangio II, Alberto Scarazzini, Gustavo Sommi e Guillermo Kissling. Di Palma utilizava um Berta-Chrysler e Kissling um Berta-Ford OHC. Todos aqueles motores eram fabricados na Argentina e equipavam carros de rua como o Fiat 125, Renault Alpine e o Ford Taunus. Os preparadores mais famosos eram Miguel Angel Di Guidi, Osvaldo Antelo (especializado em motores Renault), José Miguel Herceg (Ford) e Orestes Berta, especializado em motor VW e que vinha atendendo boa parte dos pilotos brasileiros na venda de equipamentos.


Além desses, os uruguaios Pedro Passadore (Longines/Sucaryl) e Egon Einoder, o paraguaio Danny Candia e os chilenos Sérgio Santander e Giuseppi Galuppo também eram anunciados como concorrentes.


Entre os brasileiros, os destaques eram Leonel Friedrich (Ipiranga/Carro do Povo), que liderava o certame nacional, Ronaldo Ely (Denim) e Francisco Feoli (Semp-Toshiba/Kodak), que o seguiam de perto na classificação. Cezar Pegoraro (Cautol/Mobil/Predilar) e Aroldo Bauermann (Orloff/Farol) também se juntavam ao time gaúcho, destacado para aquela prova histórica. Além dos gaúchos, José Luis Pimenta (Motores Gigante), Adu Celso Santos, Victor Maresse (Banco Safra), Artur Bragantini (Denim) e Pedro Muffato (Açucar Diana) também utilizavam um Muffatão com motor Passat. Já Dárcio dos Santos, Cláudio Gonzales (Filtros Nasa/Kwikasair) e José Carlos Romano corriam com um Heve-Passat, um modelo copiado do Tiga inglês, produzido por Tim Schenken e Ivan Taylor. Por fim Mauro Fauza (Bottons Jeans) e Alvaro Buzaid (Codema) corriam com um superado Polar-VW, com poucas possibilidades de disputar as primeiras posições. Maurizio Sala era mais um piloto anunciado como concorrente, mas acabou não participando.



Fonte: Blog Sanco

A foto é da revista Auto Esporte - arquivo Henrique Mércio.

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