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Duas ideias

  • 8 de jul.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 9 de jul.


Depois do final do GP em Silverstone no último domingo, da esperança dos fãs por um recomeço até o final, com as vaias da arquibancada contra a presença do safety car, surgem ideias. Uma vem do excelente site THE RACE, através do espaço ocupado pela criadora de conteúdo, redatora e administradora de mídias sociais, um texto que os CEO da FIA e Liberty já leram.


Qual é a ideia inovadora escrita nas páginas do THE RACE com esse artigo de opinião: A solução para o grande problema do anticlímax na Fórmula 1.


Que os pilotos retardatários, não ultrapassem mais o safety car e sim, entrem nos boxes e deixem a pista livre para um rápido recomeço ou final de prova!



Ora, como jornalista e ex-piloto, ao ler a proposta da influencer logo percebi que ali estava algo ´politicamente correto´, palavras escritas para agradar gregos e troianos, ou seja, para satisfazer todas as opiniões. Uma alteração de regra, que se eu ainda competisse votaria contra, radicalmente, pensei. E mudei de página.


Foi verificar se o filósofo italiano Giorgio Agamben não havia escrito algo de novo, um texto para iluminar o final do dia, uma reflexão sobre o misterioso e surpreendente mundo que vivemos.


E ele escreveu no site da biblioteca Quodlibet.


Uma saída


Giorgio Agambem


Frequentemente, na percepção generalizada de que estamos vivenciando o fim de uma cultura, surge a necessidade — ou a esperança — de um novo começo, ou seja, que após o colapso de uma longa tradição, uma nova e mais vibrante surgirá mais cedo ou mais tarde. Contra essa expectativa ingênua, devemos lembrar que não precisamos de um novo começo, mas de uma saída. Mesmo que um novo começo fosse possível, tudo recomeçaria como antes, talvez com ideias e projetos diferentes, mas ainda dentro da estrutura de uma era histórica e de uma tradição de alguma forma homogênea com a anterior. Após o colapso da história ocidental, a última coisa que queremos é uma nova era histórica; queremos, antes, pôr fim às eras, sair de vez, não simplesmente recomeçar. Sair para onde? Não sabemos dizer, mas isso é bom; nosso silêncio é mais precioso do que tagarelices sobre as características de um futuro improvável, que trai sua solidariedade com o passado ao repetir fórmulas obsoletas como "novo, pós ou transumanismo". Como diz o macaco no Relatório Acadêmico, que se tornou algo radicalmente diferente: "Eu não queria liberdade, apenas uma saída."

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