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(in) pacto

há 13 horas
3 min de leitura

A Fórmula 1 que assistimos neste final de semana na Malásia, sob codinome - GP Bahrain, reflete um dilema semelhante aos anos que antecederam o Pacto de Concórdia. Ou ainda, se assemelha as manchetes dos Jornais, onde, Governos e Estados, não sabem mais para onde ir e, entre si, os políticos perguntam: seguir ou retroceder?



CONTINUIDADE ou RETROCESSO


por: Paulo Torino


Depois de quadro décadas de evoluções tecnológicas, muitas invenções que transformaram a indústria automobilística mundial como: cinto de segurança, freios a disco e ABS, célula de sobrevivência, Turbocompressores, combustíveis, aerofólios, telemetria, entre outros itens, o cenário da Fórmula 1 neste final de década, deixou de emitir boas notícias.

A categoria que funcionava como laboratório de desenvolvimento parece estar em uma encruzilhada e hoje, diante do que lemos, ouvimos e assistimos, é muito difícil definir, qual será o seu futuro.


Quando nasceu, em 1950, a Fórmula 1 reunia a aristocracia europeia e os fundamentos técnicos das primeiras corridas do Continente e naquele final do século 19 foram as provas de estrada, sua grande inspiração.

O primeiro campeonato Mundial idealizado e administrado pela FIA - Federação Internacional do Automóvel, trazia em seu nome o número 1, um signo que representava a importância da categoria para o automobilismo mundial.

Com o passar dos anos, o sonho aristocrata de raiz britânica foi sendo influenciado e dominado por outras correntes sociais, ideologias e até mesmo religiosas, que passaram a ditar os destinos da categoria. O poder cresceu e as divisões internas entre as equipes participantes se acentuaram, a tal ponto, que nem mesmo o Pacto de Concórdia, assinado pela primeira vez em 1981, sobreviveu.

Naquele ano, Jean-Marie Balestre (Pres. FIA) e Bernie Ecclestone (FOM - F1) após inúmeras reuniões escrevem um documento onde decidiram: ´ nenhuma equipe pode competir na F1 nem receber prêmios monetários sem o assinar.´

Essa era a essência do documento, que detalhava ainda, os aspectos esportivos e comerciais que regulamentariam a competição. O documento estipulava como exigência, a presença das equipes em todas as corridas, o número de etapas por ano, o número mínimo de carros, etc. Assim, estavam fixadas as regras e a divisão do dinheiro na categoria, algo que duraria por quase 40 anos.




Porém, nada é eterno e em janeiro de 2017, Bernie Ecclestone deixará o comando da Fórmula 1 e sua saída é motivada por uma negociação comercial que resulta na aquisição dos direitos comerciais da Fórmula 1 pelo grupo norte-americano Liberty Media por 8 bilhões de dólares.

A partir daí a nova administração, sob o comando do executivo norte-americano Chase Carey implementa uma ´modernização´ da categoria (focando-se nas redes sociais, plataformas de streaming e no mercado americano), uma visão que contrastava com a gestão tradicional de Ecclestone, que, na época declarou:

“Fui deposto hoje. É oficial. Já não dirijo mais a empresa".

E assim assistimos à continuidade desta história, onde o anterior poder da FOM -Formula One Management, ( criado em 1981 ) como braço comercial e gestor dos direitos de transmissão, patrocínios e negócios da Fórmula 1, é transferido para a Liberty, dando seguimento ao novo negócio impulcionado através das redes sociais e streaming.

A audiência que estava centrada nas transmissões de TV muda de canal e a recepção cai em até 2/3 nos canais abertos e no cabo. O ´novo´ espectador assiste o highlight de cada GP e basta!.

No entanto, o lucro operacional em 2025 chegou US$ 632 milhões na Fórmula 1, um crescimento de 28% em relação ao ano anterior. Hoje a Liberty detém um patrimônio superior a 22 bilhões de dólares.


A FIA também mudou, desde o Pacto de Concórdia a entidade máxima do automobilismo já foi dirigida por quatro Presidentes:


1985 – 1993 Jean-Marie Balestre - França

1993 – 2009 Max Mosley - Reino Unido

2009 – 2021 Jean Todt - França

2022 – (presente) Mohammed Ben Sulayem - Emirados Árabes Unidos


Distante das decisões, os fãs (como o povo) assistem o desenrolar dos fatos, questionando os destinos e o falimento de algumas ações. Uma encruzilhada que também projeta o mundo atual, onde não sabemos mais em quem e no que acreditar.


...


Como canta Jovanotti: "O objetivo é sempre distante"



VERSTAPPEN VENCE

Uma vitória da Ford, 23 anos depois


Fotos: Paulo Torino
Fotos: Paulo Torino



RESULTADO FINAL – 16ª ETAPA F1 - “GP Bahrain” – Malásia, 04 outubro 2026


Arte: AutoSprint
Arte: AutoSprint

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