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China e a F1

 Shanghai, 20 anos depois
- Em que mundo estamos?

Quando a F1 desembarcou pela primeira vez em Shanghai Rubens Barrichello estava no alto do pódio, era o dia 25 de setembro de 2004. Ao seu lado estavam: Kimi Raikkonen (2.º) e Jenson Button (3.º).  Fernando Alonso foi o (6.º) e é o único dos 20 pilotos participantes que ainda permanece na Fórmula 1.


A China seguia sendo a mesma desde muitos séculos... e ninguém sabe ao certo como a categoria chegou lá. O que está escrito é que o Circuito Internacional de Shanghai resultou (na época) como o investimento mais caro da história do automobilismo, com sua despesa de construção superando os 240 milhões de dólares.
 
Nesta época, a FIA era presidida pelo ex-piloto, construtor (March) e advogado Max Mosley (1993-2009) e a Fórmula 1 era administrada por Bernie Ecclestone. A dupla que comandou a categoria desde a Associação dos Construtores da Fórmula 1 (FOCA) em 1978. Ecclestone se manteve à frente da categoria até 23 de janeiro de 2017, quando a Liberty Media, atual controladora dos direitos comerciais da F1, anunciou a demissão de Bernie e a Fórmula 1 nunca mais foi a mesma.
 
A República Popular da China deste início do século XXI era uma nação de 1,3 bilhões de habitantes, com um PIB (Produto Interno Bruto) de 1,2 trilhões de dólares.
 
Era o Ano do Macaco quando os Fórmula 1 alinharam para a primeira corrida e o mundo já havia assistido até aquele mês de setembro muitos acontecimentos relevantes:
 
•          4 de fevereiro - Foi criada a rede social Facebook.
 
•          6 de fevereiro - Explosão do metrô de Moscou.
 
•          8 de fevereiro - O robô Opportunity da NASA recolhe imagens de um sistema rochoso, em Marte, que indica a existência de água no planeta.
 
•          13 de fevereiro - Primeira crise política do presidente Lula no Brasil.
 
•          15 de fevereiro - Foi criado o site de vídeos em formato digital YouTube.
 
E quando todos achavam que o mundo seria melhor começa o mês de março...
 
2 de março – USA invade o Iraque
 
24 de março – No Brasil o Furacão Catarina irá atingir o litoral sul e seguirá em direção dos EUA devastando tudo que encontrar pela frente.
 
Na F1, o GP Brasil foi disputado no dia 24 de outubro e irá encerrar a temporada com a vitória de Juan Pablo Montoya, pilotando o Williams/BMW. Foi o ano da Ferrari com o alemão Michael Schumacher, campeão e Rubens Barrichello, vice. 
 
A China continuava crescendo e mesmo sem ninguém conseguir explicar às duas primeiras décadas do século XXI transformaram a maior nação do planeta deixando sua marca em quase tudo do comércio internacional ao aquecimento global, das novas tecnologias à exploração do espaço.
 
Em apenas 20 anos a população passou dos 1,3 bilhões de habitantes, e o PIB de US$ 1,2 trilhão superou os US$ 15 trilhões, o segundo maior do planeta, com muitos analistas imaginando que o país superaria os Estados Unidos como a maior economia do mundo...
 
Então veio a Pandemia COVID-19, iniciada ou alastrada a partir da China no início de 2019 e o mundo paralisou... assim como a F1 que deixou de ir à China...
 
Atualmente, segundo a BBC - “ O mundo é ainda mais violento do que no começo do século e convivemos diariamente com pelo menos oito grandes guerras, além de dezenas de conflitos armados em busca de territórios ou governos”.
 
Depois da invasão russa contra a Ucrânia e à guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, onde acumulam-se milhares de mortos, sem contar os conflitos em Burkina Faso, Somália, Sudão, Iêmen, Mianmar, Nigéria e Síria.
 
Neste cenário, se tudo correr bem, a F1 corre na China no próximo domingo (21).
Esperamos que sim! 

 


 

 

De Portugal: Paulo Torino

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