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Uma visão inesquecível

  • corridaonline
  • 10 de jun.
  • 2 min de leitura


por: Paulo Torino


De todas as lembranças que tenho das corridas, essa é uma das mais inesquecíveis.

Domingo, dezembro de 1996. O relógio ainda não marcava seis da manhã e um forte nevoeiro cobria todo o circuito de Tarumã. Depois de algumas horas de sono no porta-malas do carro, acordei com o ruído dos motores e em meio ao silêncio do acampamento do Tala, ainda vestido de piloto, caminhei até à secretária do autódromo. Antes de abrir a porta da Secretaria para solicitar a última planilha atualizada dos tempos, olhei para a curva Três, esperando ver o nosso carro. Queria ter a certeza que ainda estávamos na competição. Em meio ao nevoeiro, uma fresta se abriu no horizonte, e um a um dos carros, que ainda competiam naquele início da manhã apareceram e gritavam em direção a curva do Laço.


Passou um protótipo, mais outro, ainda mais ruidoso, outro, um Turismo, mais um, outro protótipo, dois turismos lado a lado, mais dois protótipos, um no vácuo do outro, e lá estava o Chevette#23, gritando na penumbra, furando o nevoeiro… terceira, segunda marcha, mais um grito no motor GM e a certeza que estávamos na luta…



Abri a porta da secretaria e aquele ruído dos motores nunca mais saiu dos meus ouvidos, nem aquela 12 Horas…


Às 11h00 de domingo, o Luciano Mottin me proporcionou o privilégio de concluir a corrida e eu estive ao volante daquele Chevette, durante a última hora de corrida. Pela primeira vez recebi a bandeira quadriculada, agitada pelo Nene Cavalheiro, e chorei de alegria ao vencer na classe Turismo, mais uma 12 Horas de Tarumã.


Ainda hoje, ouço o ruído daqueles motores....

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